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Videomonitoramento do Parque Sabiá segue inacabado

Videomonitoramento do Parque Sabiá segue inacabado
Fonte: g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2018/07/23/um-ano-apos-anuncio-videomonitoramento-no-parque-do-sabia-em-uberlandia-ainda-nao-e-concluido.ghtml

Um ano após anúncio, videomonitoramento no Parque do Sabiá em Uberlândia permanece incompleto com apenas 32 de 120 câmeras instaladas.

Implantação de câmeras permanece atrasada em Uberlândia

O videomonitoramento do Parque do Sabiá em Uberlândia continua longe de ser concluído, mais de um ano após o anúncio inicial do projeto ambicioso. De um total de 120 câmeras previstas, apenas 32 encontram-se operacionais, revelando um atraso significativo na implementação de uma das principais medidas de segurança para o local. Com mais de cinco mil frequentadores diários, o videomonitoramento representa um investimento crucial para reduzir criminalidade na região.

Situação atual do projeto de segurança

A Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) planejou a distribuição estratégica de equipamentos em 60 postes ao longo dos cinco quilômetros de pista de caminhada, com câmeras espaçadas a cada 41 metros. Contudo, o progresso tem sido lento. Das 32 câmeras instaladas, 16 estão posicionadas no trecho adjacente ao Bairro Santa Mônica e outras 16 na entrada do Bairro Tibery, deixando grande parte do videomonitoramento ainda por ser realizado.

As imagens capturadas pelas câmeras são transmitidas em tempo real para uma central de controle localizada na administração do parque, gerenciada por uma empresa goiana. Até o momento, a Prefeitura de Uberlândia já desembolsou mais de R$ 19 mil com a instalação do serviço, além de despender R$ 1.900 mensais em manutenção. Apesar desses investimentos consideráveis, o videomonitoramento ainda encontra-se distante de sua conclusão.

Crimes continuam afetando visitantes

Frequentadores do Parque do Sabiá relatam incidências contínuas de furtos e roubos, mesmo com a presença das câmeras já instaladas. O consultor de negócios Mardel Sacramento foi vítima de roubo, perdendo celulares, dinheiro e cartões durante suas atividades no parque. Segundo o relato dele, funcionários informaram que tais ocorrências são comuns no local.

A analista de logística Laura Perez também foi prejudicada por roubo no estacionamento do parque, perdendo seu notebook avaliado em aproximadamente R$ 7 mil. Ela destacou a preocupação de muitos frequentadores, já que esperam estar seguros dentro de um espaço que deveria contar com vigilância adequada. Casos como esses demonstram que o videomonitoramento parcial não tem sido suficiente para coibir crimes.

Estacionamento continua sendo ponto vulnerável

O estacionamento do Parque do Sabiá não foi incluído no projeto original de videomonitoramento, representando uma lacuna crítica na segurança do local. Em janeiro, a Futel construiu um ponto elevado para melhorar a observação visual do estacionamento, medida que ainda não se provou eficaz segundo relatos de visitantes. Esse espaço permanece como alvo prioritário de criminosos, gerando prejuízos consideráveis aos frequentadores.

Resposta das autoridades

A Polícia Militar informou que realiza monitoramento estratégico dentro do parque em locais com maior incidência criminal, especialmente durante horários noturnos. Segundo comunicado da corporação, o número de crimes registrados dentro do Parque do Sabiá aumentou no segundo semestre do ano anterior, indicando deterioração da segurança apesar das medidas adotadas.

A Futel não forneceu esclarecimentos oficiais sobre o cronograma de conclusão do videomonitoramento do Parque do Sabiá ou previsão para instalação das câmeras restantes. Solicitações de informações foram encaminhadas à assessoria da instituição, mas respostas não foram obtidas, deixando frequentadores sem perspectiva clara sobre quando o projeto será finalizado.

Desafios na implementação completa

O atraso na conclusão do videomonitoramento revela desafios administrativos e logísticos na execução de projetos de segurança pública. Com apenas 26% do total de câmeras funcionando, o Parque do Sabiá permanece vulnerável a crimes que afetam diretamente sua população de usuários. A falta de comunicação transparente entre a Futel e o público agrava a sensação de insegurança entre frequentadores.

Enquanto o videomonitoramento continua sendo implementado de forma lenta, visitantes reclamam da discrepância entre o investimento realizado e a segurança efetivamente proporcionada. A conclusão do projeto torna-se cada vez mais urgente, considerando o crescente número de ocorrências criminosas e a insatisfação generalizada com as medidas atuais de proteção no espaço público.

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