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Novo máximo histórico. Avaliação bancária da habitação bate recorde em novembro

Novo máximo histórico. Avaliação bancária da habitação bate recorde em novembro

Dados do INE revelam novo máximo histórico: avaliação bancária da habitação em recorde nos 2.060 euros/m2.

Dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelaram um novo recorde histórico na avaliação bancária da habitação em Portugal. De acordo com os dados, em março de 2021, o valor médio de avaliação bancária atingiu os 2.060 euros por metro quadrado, um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Este novo recorde reflete não só a resiliência do mercado imobiliário português face às adversidades da pandemia, mas também a crescente procura por habitações em Portugal, impulsionada pela atratividade do país e pelo clima de incerteza global. Os dados do INE mostram que todas as regiões do país registaram aumentos na avaliação bancária da habitação, com destaque para o Algarve, que registou um aumento de 8,4%, seguido pela Região Autónoma da Madeira, com um aumento de 8,3%. Lisboa e Porto também registaram aumentos significativos, de 7,8% e 6,9%, respetivamente. Estes números refletem não só a procura por habitações nas áreas turísticas mais conhecidas em Portugal, mas também o crescente interesse em cidades como Lisboa e Porto, impulsionado pelo boom do turismo e pelo programa de Autorização de Residência para Investimento (ARI), mais conhecido como “vistos gold”. No entanto, o aumento da avaliação bancária da habitação não se limita apenas às grandes cidades e zonas turísticas. As regiões do interior do país também registaram aumentos significativos, como por exemplo a Beira Interior, com um aumento de 7,5%, e a Beira Litoral, com um aumento de 6,5%. Este aumento é um sinal de que o investimento imobiliário está a chegar a todas as regiões do país, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado do mercado imobiliário português. Além disso, os dados do INE mostram que o valor médio de avaliação bancária está a aumentar em todos os tipos de habitação. As moradias registaram um aumento de 6,8%, enquanto os apartamentos registaram um aumento de 6,5%. Este crescimento reflete a procura tanto por habitações em espaços mais amplos e familiar, como por apartamentos mais práticos e adequados para o estilo de vida urbano. Este novo recorde histórico na avaliação bancária da habitação em Portugal é um sinal de confiança no mercado imobiliário nacional, que tem sido um dos setores mais resilientes durante a pandemia. As medidas adotadas pelo governo português, como o congelamento das rendas e o incentivo ao investimento estrangeiro, aliadas à estabilidade política e à qualidade de vida do país, têm contribuído para que Portugal seja cada vez mais visto como um destino atrativo para investir em imóveis. Outro fator que tem contribuído para o crescimento do mercado imobiliário em Portugal é o aumento da oferta de crédito. Os bancos têm vindo a facilitar o acesso ao crédito à habitação, com taxas de juros historicamente baixas, tornando o investimento em imobiliário mais atrativo e acessível. No entanto, é importante ressaltar que este aumento da avaliação bancária da habitação não se traduz automaticamente em aumentos nos preços de venda. De acordo com a Confidencial Imobiliário, o preço médio de venda de imóveis em Portugal registou um aumento mais moderado de 4,4% em março de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. Este aumento mais moderado nos preços reflete a estabilidade do mercado imobiliário português, que não tem assistido a bolhas especulativas como noutros países europeus. O mercado imobiliário em Portugal continua a ser uma opção segura e rentável para investidores
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