Líderes religiosos eleitos em 2026: cinco ocuparão Legislativo

Confira quem são os cinco líderes religiosos eleitos para o Legislativo em 2026 e conheça os 43 suplentes que aguardam oportunidade.
Líderes religiosos eleitos em 2026 conquistam cadeiras no Legislativo
Os líderes religiosos eleitos em 2026 conseguiram uma presença significativa no Poder Legislativo brasileiro. Durante as eleições gerais realizadas no domingo (4), os eleitores escolheram diretamente cinco candidatos com conexões religiosas para ocupar assentos no Legislativo, sendo três nas assembleias estaduais e dois na Câmara dos Deputados.
Este resultado representa uma participação importante de líderes religiosos eleitos em 2026 nas instâncias legislativas do país, reflexo da relevância que grupos religiosos possuem no cenário político nacional.
Deputados estaduais religiosos eleitos em 2026
Três candidatos ligados a organizações religiosas conquistaram vagas nas assembleias estaduais durante o pleito. Em Goiás, Cardoso, pelo Republicanos, que atuou como coordenador político da Igreja Universal no estado, foi eleito deputado estadual. Em Santa Catarina, foram dois os eleitos: Sergio Motta, também pelo Republicanos, que assume seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa estadual, além de ser presidente estadual da sigla em Santa Catarina; e Padre Pedro, pelo PT, que vai para seu sétimo mandato na casa legislativa catarinense e já exerceu a função de prefeito em Guaraciaba.
Apesar de ambos terem sido eleitos na mesma unidade federativa, Sergio Motta e Padre Pedro representam siglas com posicionamentos políticos praticamente opostos, evidenciando a diversidade político-partidária entre os líderes religiosos eleitos em 2026.
Deputados federais com perfil religioso eleitos em 2026
Na esfera federal, dois candidatos ligados a estruturas religiosas conquistaram vagas na Câmara dos Deputados. Padre João, eleito pelo PT em Minas Gerais, é sacerdote católico que já havia exercido mandato de deputado estadual no estado e ingressa em seu quinto mandato federal. Lincoln Portela, eleito pelo PL, também em Minas Gerais, é pastor evangélico com atuação ininterrupta na Câmara desde 1999.
Embora tenham sido eleitos pelo mesmo estado, Padre João e Lincoln Portela pertencem a partidos com orientações políticas distintas, replicando o padrão de pluralismo ideológico observado entre os líderes religiosos eleitos em 2026 nas demais esferas legislativas.
Os 43 suplentes religiosos no cenário político
Além dos cinco líderes religiosos eleitos diretamente, outras 43 candidaturas com perfil religioso conquistaram a posição de suplência no Legislativo estadual e federal. Desta forma, do total de 48 líderes religiosos que integram o Legislativo, apenas 5 foram eleitos diretamente, enquanto 43 permanecem como suplentes aguardando oportunidade para assumir mandato.
A função de suplente envolve aguardar em lista de espera do partido ou federação, podendo assumir a vaga caso o titular deixe o cargo, seja afastado ou passe a exercer outra função. Diferentemente do Senado, suplentes de deputado federal e estadual vinculam-se ao partido, não a uma candidatura específica.
Distribuição dos suplentes por esfera
Dos 43 suplentes, 18 são de deputado federal e 25 são de deputado estadual ou distrital, sendo 21 estaduais e 4 distritais. Essa distribuição reflete a maior concentração de candidaturas religiosas nas assembleias estaduais em relação ao Legislativo federal.
Suplentes de deputado federal
Entre os 18 suplentes federais, encontram-se nomes como Pastor Café (Avante-BA), Apóstolo Carlos Brunildo (Republicanos-CE), Bispa Vanessa Lima (MDB-CE), Pastor Iremar (MDB-CE), Pastora Gizelle Teles (Podemos-GO), Dani Linhares (Republicanos-MG), Flamarion Rolando (PSD-MG), Pastor Claudio Mariano (União-PA), Pastor Elias Barros (PL-PA), Mauricio Carvalho (PP-RJ), Mãe Manu da Oxum (Solidariedade-RJ), Pastor Paulo Anderson (MDB-RJ), Pastor Pedrão (Novo-RJ), Pastor Wagner Avellar (PT-RJ), Pastor Valadares (Podemos-RO), Pastor Jean Galvão (Podemos-RS), Débora Parisotto (União-SC) e Padre Kelmon (PL-SP).
Suplentes de deputado estadual
Na esfera estadual, 21 candidatos religiosos figuram como suplentes, incluindo Pastor João Luiz (PSDB-AL), Pr. Lins (PL-BA), Tárcito Vivas (Rede-BA), Apóstolo Luiz Henrique (MDB-CE), Pastor Francisco Gomes (PL-CE), Missionária Gilda (União-GO), Pastor Célio Henrique (União-MA), Sheyk Fernando Carim (Avante-MG), Padre Sebastião (PSD-MT), Naldo Nunes (Republicanos-PA), Pastor André Oliveira (MDB-PE), Baba Rodrigo (Solidariedade-RJ), Josué de Oliveira (Democracia Cristã-RJ), Mãe Maria de Xangô (Rede-RJ), Apóstolo Helton (PL-RR), Pastora Edna (PL-RR), Rodrigo Ipê (MDB-RS), Parisotto (União-SC), Pastor Foppa (Republicanos-SC), Pastor Napoleão Bonaparte (União-SC) e Elias de Madureira (PL-SP).
Suplentes de deputado distrital
No Distrito Federal, quatros candidatos religiosos conquistaram suplência como deputados distritais: Alessandro Paiva (PL), João Alexandre (PL), Pastor Anderson Silva (PSD) e Pr. João de Deus (Podemos).
Concentração partidária entre suplentes religiosos
Analisando a distribuição partidária dos 43 suplentes, o PL lidera com 9 suplentes, seguido pelo União e Republicanos, ambos com 6 suplentes cada. Essa concentração reflete a força que partidos de diferentes espectros possuem na atração de candidatos religiosos.
Geograficamente, o Sudeste e Nordeste concentram 24 dos 43 suplentes, representando mais da metade do total. O Rio de Janeiro lidera com 8 suplentes, seguido pelo Ceará com 5, e pelo Distrito Federal e Santa Catarina, ambos com 4 suplentes cada.
Comparativo com eleições anteriores
O cenário de 2026 demonstra redução no volume de candidaturas religiosas comparado a pleitos anteriores. Em 2022, foram registradas 111 candidaturas de líderes religiosos, das quais 8 foram eleitas diretamente e 56 ingressaram como suplentes. Além disso, houve uma candidatura presidencial de Padre Kelmon, que atualmente encontra-se como suplente federal pelo PL em São Paulo.
Em 2018, o padrão foi similar, com 112 candidatos religiosos no total. Naquela eleição, 7 foram eleitos diretamente enquanto 87 conquistaram suplência. Três candidatos religiosos tentaram eleição para o Senado, porém nenhum obteve êxito.
Metodologia de levantamento
Para este levantamento, considerou-se as candidaturas cuja ocupação autodeclarada foi de



