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Kim Kataguiri abandona disputa pelo governo de SP

Kim Kataguiri abandona disputa pelo governo de SP
Fonte: g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/06/20/kim-kataguiri-desiste-de-concorrer-ao-governo-de-sp-para-ser-superministro-de-renan-santos.ghtml

Kim Kataguiri desiste de candidatura ao governo de São Paulo e opta pela reeleição à Câmara. Conheça os detalhes da decisão.

Kim Kataguiri abandona disputa pelo governo de São Paulo

O deputado federal Kim Kataguiri comunicou sua desistência de concorrer ao governo de São Paulo e optará pela disputa de um novo mandato na Câmara dos Deputados. A decisão foi anunciada no sábado (20) durante evento do partido Missão, recém-criado com membros do Movimento Brasil Livre (MBL), que havia lançado Kataguiri como pré-candidato à sucessão estadual.

A proposta de um superministério

A mudança de estratégia política ocorreu após Kataguiri ser convocado para coordenar o "ministério da reforma de estado" numa eventual administração presidencial de Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pela mesma sigla. A proposta apresentada pelo deputado federal envolve a criação de uma estrutura ministerial "transversal" que congregaria várias pastas incluindo Fazenda, Gestão, Planejamento, Casa Civil e Trabalho.

Segundo Kataguiri, este arranjo institucional funcionaria sob a supervisão direta do Palácio do Planalto e operaria com o objetivo de implementar reformas estruturais fundamentais para reduzir o tamanho da administração pública. Renan Santos resumiu a proposta de forma criativa: "Seria transformar o Palácio do Planalto numa startup".

Justificativa da decisão política

Na coletiva de imprensa realizada após o anúncio oficial, Kataguiri explicou que sua opção pela atuação no nível federal justifica-se pela "necessidade de ter alguém na esplanada dos Ministérios com experiência no Congresso Nacional, para ter equipe técnica mas ao mesmo tempo condução política". O parlamentar criticou gestões anteriores que, segundo sua avaliação, não conseguiram articular adequadamente capacidade técnica com negociação política junto ao Legislativo.

O deputado fez referência específica à experiência da administração Bolsonaro, mencionando que embora houvesse técnicos respeitados pelo mercado na equipe governamental, a condução política implementada por Paulo Guedes "foi um desastre". Esta análise fundamentou sua convicção sobre a relevância de combinar credibilidade econômica com habilidade de negociação parlamentar.

Prioridades da agenda reformista

Kataguiri delineou as principais iniciativas que pretende conduzir caso integre uma futura gestão presidencial. Entre estas prioridades estão a aprovação de uma nova reforma do sistema previdenciário, a eliminação dos chamados "supersalários" que existem na administração pública federal, além da revisão dos pisos constitucionais destinados aos investimentos obrigatórios em saúde e educação.

O parlamentar não evitou o enfrentamento com possíveis críticas políticas sobre tais medidas, afirmando: "Nós não teremos vergonha de defender publicamente o remédio amargo". Kataguiri acusou seus concorrentes políticos de cometerem "estelionato eleitoral" ao prometem em campanhas que não implementarão reformas estruturais, quando na verdade "qualquer um que vença a presidência vai ter que fazer" tais mudanças.

Composição da equipe econômica

Embora ainda não tenha realizado convites formais, Kataguiri sinalizou intenção de "beber da fonte" da equipe técnica que implementou o Plano Real, bem como de trabalhar com economistas reconhecidos no mercado financeiro nacional. Os nomes mencionados incluem Marcos Lisboa, Samuel Pessôa, Zeina Latif, Mário Mesquita, Mansueto Almeida, Marcos Mendes e Helena Landau.

Durante o evento, o deputado abriu espaço para potenciais integrantes da futura administração: "As portas do governo Renan Santos estão abertas pra vocês e todas as mentes brilhantes do nosso país". Kataguiri informou que nos próximos dois meses pretende divulgar os primeiros nomes que comporão o núcleo econômico que deseja levar para uma eventual gestão federal.

Consequências para a disputa estadual paulista

A desistência de Kataguiri deixa em aberto a questão sobre o futuro da participação do partido Missão na corrida pelo governo de São Paulo. Segundo dirigentes da legenda, a agremiação ainda não decidiu se lançará candidato próprio para o pleito estadual, mas descartou a possibilidade de apoiar outras organizações políticas na disputa.

A mudança de trajetória do deputado federal reflete as dinâmicas políticas em torno da formação de alianças para o próximo ciclo eleitoral, onde grupos ligados ao MBL buscam consolidar sua presença tanto no nível estadual quanto nas esferas federal e presidencial.

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