FIIs expostos ao IPCA ou ao CDI? Como se posicionar para o corte da Selic

Gestores do VRTA11 e do EXES11 explicam como estão ajustando a exposição a indexadores diante da expectativa de cortes na Selic The post FIIs expostos ao IPCA o...
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) têm se mostrado uma opção cada vez mais atrativa para os investidores que buscam diversificar suas carteiras e obter rendimentos consistentes. Com a expectativa de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic, muitos gestores estão ajustando suas estratégias para garantir a melhor exposição aos indexadores e, consequentemente, maximizar os resultados para os cotistas.
Entre os FIIs mais conhecidos do mercado, o VRTA11 e o EXES11 têm chamado a atenção dos investidores por suas características e desempenho. Ambos possuem exposição a indexadores, mas de formas diferentes. Enquanto o VRTA11 é atrelado ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o EXES11 acompanha o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Mas afinal, qual a melhor opção diante da expectativa de novos cortes na Selic?
Para responder a essa pergunta, conversamos com os gestores responsáveis pelos FIIs VRTA11 e EXES11, que explicaram suas estratégias e como estão se posicionando para aproveitar as oportunidades do mercado.
VRTA11: exposição ao IPCA e foco em ativos de qualidade
O VRTA11 é um FII de tijolo, ou seja, possui imóveis físicos em sua carteira. Atualmente, o fundo possui 11 ativos, sendo 10 deles alugados para a Caixa Econômica Federal e um para o Banco do Brasil. Com isso, o VRTA11 tem uma exposição considerável ao setor bancário, que é conhecido por sua solidez e baixo risco.
Segundo o gestor do VRTA11, a escolha por ativos de qualidade é uma estratégia para garantir a estabilidade dos rendimentos e a valorização do patrimônio do fundo. Além disso, a exposição ao IPCA é vista como uma forma de proteção contra a inflação, já que os aluguéis são reajustados anualmente de acordo com o índice.
Com relação à expectativa de novos cortes na Selic, o gestor do VRTA11 afirma que o fundo está preparado para enfrentar esse cenário. "Nós temos um prazo médio de vencimento dos contratos de aluguel de 8 anos, o que nos dá uma certa tranquilidade em relação às oscilações da taxa de juros", explica.
Além disso, o gestor ressalta que o VRTA11 possui uma reserva de caixa para enfrentar possíveis períodos de vacância e que está sempre atento às oportunidades do mercado. "Estamos sempre buscando novos ativos para diversificar ainda mais nossa carteira e aumentar a rentabilidade para os cotistas", afirma.
EXES11: exposição ao CDI e foco em ativos de renda fixa
Já o EXES11 é um FII de papel, ou seja, investe em títulos de renda fixa emitidos por empresas do setor imobiliário. Atualmente, o fundo possui uma carteira diversificada, com títulos de diferentes emissores e prazos de vencimento.
Segundo o gestor do EXES11, a escolha por títulos atrelados ao CDI é uma forma de garantir uma rentabilidade próxima à taxa básica de juros, sem correr grandes riscos. "Nós buscamos sempre títulos de empresas sólidas e com boa capacidade de pagamento, o que nos dá uma segurança em relação ao retorno esperado", explica.
Com relação à expectativa de novos cortes na Selic, o gestor do EXES11 afirma que o fundo está preparado para enfrentar esse cenário. "Nós estamos sempre atentos às mudanças no mercado e, se necessário, podemos ajustar nossa carteira para aproveitar




