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FIFA condena campanha contra Infantino e abandona plano de investimentos

FIFA condena campanha contra Infantino e abandona plano de investimentos
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

FIFA condena esforço coordenado para enfraquecer presidente Infantino. Plano de US$ 20 bilhões com investidores privados foi abandonado após críticas.

FIFA condena campanha coordenada contra sua liderança

A entidade máxima do futebol mundial emitiu comunicado oficial neste sábado condenando o que chamou de "esforço coordenado e contínuo de alguns para enfraquecer" a FIFA e seu presidente Gianni Infantino. A declaração chega em contexto de turbulência institucional provocada pelo controverso plano de investimentos privados apresentado recentemente, posteriormente abandonado pelo dirigente.

Segundo a FIFA condena, as recentes reportagens incluíram "alegações sem comprovação e afirmações comprovadamente falsas" sobre a organização e seu líder. O comunicado representa resposta direta aos questionamentos que cercam tanto o projeto comercial quanto acusações pessoais contra o presidente.

Acusações e pressões sobre Infantino

O presidente da FIFA enfrenta múltiplos desafios à sua permanência no cargo. Além das críticas relacionadas ao plano de negócios, Gianni Infantino foi alvo de acusações publicadas por um veículo jornalístico britânico, que alegou que teria feito um pagamento a uma amante durante sua gestão anterior na UEFA, confederação que governa o futebol europeu.

Essas denúncias alimentaram campanhas pedindo sua renúncia, intensificando a pressão interna e externa sobre a liderança do executivo. Os pedidos de afastamento ganharam força especialmente após os eventos da semana passada envolvendo o projeto comercial polêmico.

O plano de subsidiary que gerou controvérsia

Infantino apresentou proposta ambiciosa denominada FIFA Forward Enterprise (FFE), estruturada para permitir a venda de participação minoritária nos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. O projeto avaliava essa transação em aproximadamente US$ 20 bilhões, equivalente a cerca de R$ 102 bilhões em cotação atual.

A estrutura prevista incluiria a administração centralizada da Copa do Mundo e das competições mundiais de clubes, tanto na categoria masculina quanto feminina, sob gestão dessa nova entidade. Dirigentes da FIFA rapidamente manifestaram contrariedade ao plano durante reuniões na semana passada, gerando críticas substantivas quanto à viabilidade e implicações do projeto.

Parceria com investidores americanos

Conforme detalhes divulgados por Infantino, a execução do FFE dependeria da operacionalização através do fundo Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner. A conexão com a família Kushner ganhou relevância considerando que Joshua é irmão de Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump.

Rejeição pública e boicote europeu

A proposta enfrentou resistência imediata e massiva da opinião pública e do setor futebolístico. A UEFA, confederação responsável pelo futebol europeu, escalou a contestação ao decretar boicote a todas as competições organizadas pela FIFA, mantendo essa posição até o definitivo abandono da proposta pelo órgão dirigente.

Essa ação representou medida severa de protesto institucional, demonstrando o nível de desacordo entre as principais estruturas do futebol internacional quanto ao projeto comercial proposto.

Recuo e consequências políticas

Ante à avalanche de críticas e diante da posição inflexível de confederações importantes, Infantino anunciou o cancelamento do plano. O recuo, porém, não encerrou a turbulência institucional que continua cercando sua presidência, com demandas por sua renúncia mantendo-se presentes entre críticos.

A decisão de abandonar FIFA condena esforços anteriores demonstra que mesmo executivos com poder concentrado necessitam responder a pressões do mercado futebolístico e da opinião pública quando propostas carecem de legitimidade institucional percebida.

Contexto de relacionamento político

Durante a Copa do Mundo de 2026, sediada conjuntamente nos Estados Unidos, México e Canadá, Infantino e o presidente norte-americano Trump demonstraram relacionamento próximo e cordial. Previamente à competição, o dirigente criou inédito reconhecimento denominado Prêmio FIFA da Paz, honra que foi conferida ao presidente Trump, alinhando-se com aspirações que o americano manifestava publicamente quanto a possível indicação para Prêmio Nobel da Paz.

Essa aproximação política adicionou dimensão internacional aos debates sobre a liderança de Gianni Infantino na FIFA, entrelaçando questões esportivas com dinâmicas diplomáticas de relevância geopolítica.

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