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Defesa nega ilegalidade de publicitário em operação PF

Defesa nega ilegalidade de publicitário em operação PF
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/09/compliance-zero-defesa-diz-que-publicitario-alvo-de-operacao-da-pf-nao-praticou-nenhuma-ilegalidade.ghtml

Advogado de Thiago Miranda nega prática de crimes na 10ª fase da Operação Compliance Zero. Publicidade questionada em investigação sobre Banco Central.

Defesa se posiciona contra acusações na Operação Compliance Zero

A defesa jurídica de Thiago Miranda emitiu comunicado oficial refutando as alegações relacionadas à Operação Compliance Zero, afirmando que o publicitário não incidiu em qualquer prática ilegal. O posicionamento foi divulgado na quinta-feira (9), dias após ser alvo da décima fase da operação conduzida pela Polícia Federal.

De acordo com a assessoria legal, a trajetória profissional do publicitário foi sempre orientada por princípios de legalidade, transparência e respeito institucional. A defesa reafirma o direito à presunção de inocência e às garantias constitucionais do devido processo legal.

Investigação aponta suspeitas de ações coordenadas

A Operação Compliance Zero, conforme informações da Polícia Federal, investiga indícios de coordenação em plataformas digitais direcionada para prejudicar a reputação e a atuação do Banco Central. Os investigadores também analisam possíveis atividades de um grupo dedicado ao assédio de profissionais de imprensa e monitoramento não autorizado de pessoas.

As apurações indicam que Thiago Miranda exerceria função relevante na articulação de estratégias voltadas à manipulação informacional e intimidação de adversários vinculados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme apontado pela investigação, Miranda atuaria como coordenador central do denominado "Projeto DV", referência às iniciais do proprietário do Banco Master.

Campanhas de desinformação sob suspeita

Segundo a Polícia Federal, Miranda teria participado diretamente na contratação de agências para desenvolver campanhas de disseminação de informações incorretas nas mídias. O caso aponta ainda para o aliciamento de personalidades digitais e profissionais do jornalismo mediante compensações financeiras expressivas, com valores registrados até a quantia de R$ 2 milhões por conteúdos coordenados.

Esses acordos, conforme a investigação, apresentavam cláusulas de sigilo rígidas acompanhadas de penalidades elevadas em caso de descumprimento. Quando as propostas financeiras eram rejeitadas, o grupo coordenado por Miranda teria recorrido a estratégias de coerção e assédio, utilizando dados de caráter privado obtidos mediante meios ilegítimos por intermédio de sistemas não autorizados de mineração de informações.

Documentação investigativa e cronograma de ações

O material coletado ao longo da investigação evidencia, segundo apuração policial, que Miranda supervisionava grupos responsáveis pela realização de pesquisas extensivas envolvendo aspectos pessoais, patrimoniais, profissionais e monetários de adversários ou jornalistas que pudessem representar ameaças reputacionais aos negócios de Vorcaro.

Entre aqueles que foram objeto de ações do grupo sob coordenação de Miranda encontram-se a comentarista Malu Gaspar, vinculada ao periódico O Globo, e o profissional do segmento financeiro Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco. Documentação confidencial contendo informações cívicas e fiscais desses indivíduos circulou conforme orientações de Miranda.

Gestão de crise e negociações com veículos

Como segmento de um programa de atenuação de danos, o publicitário mantinha comunicação contínua com jornalistas e organizações jornalísticas para organizar ações de minimização de impactos de matérias críticas contra Vorcaro e conseguir a exclusão de conteúdos considerados adversos aos interesses da organização investigada.

Os investigadores identificaram que os recursos financeiros para saldar compromissos com personalidades digitais e intermediários eram transferidos pelo próprio Miranda, utilizando fundos repassados por corporações relacionadas a Vorcaro.

Outras implicações investigadas

Miranda também foi identificado, segundo divulgações jornalísticas anteriores, como intermediador de contatos entre Vorcaro e o político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relacionado ao financiamento de produção audiovisual intitulada "Dark Horse", um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As investigações da Polícia Federal também examinam possíveis ações destinadas a prejudicar investigações criminais em andamento. Os fatos sob análise podem constituir, conforme interpretação preliminar, as seguintes categorias delitivas: ilícitos contra a estrutura do sistema financeiro nacional, formação de organização criminosa, obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas, além de outras transgressões potenciais, como possíveis violações de segurança de dados e sistemas computacionais.

Posicionamento da defesa jurídica

O advogado de Miranda ressalta que a existência de investigação em curso não permite conclusões precipitadas quanto à culpabilidade, devendo ser preservadas rigorosamente as salvaguardas constitucionais que protegem o direito ao devido processo legal, à defesa integral, ao debate contraditório e, fundamentalmente, à presunção de inocência até sentença final.

A defesa comunica que Miranda encontra-se disponível para dialogar com as autoridades competentes e oferecer esclarecimentos, demonstrando a regularidade de suas condutas profissionais. A abordagem adotada pela assessoria jurídica enfatiza a colaboração com os procedimentos investigativos e a demonstração factual da conformidade legal de suas atividades.

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