No dia 21 de maio de 2020, a NASA anunciou uma grande mudança em sua missão Artemis, que tem como objetivo levar novamente humanos à Lua até 2024. Essa mudança, que inclui a escolha de uma nova empresa para construir o módulo de pouso lunar, pode afetar significativamente o retorno dos humanos ao nosso satélite natural.
A missão Artemis foi anunciada em 2019 pelo então administrador da NASA, Jim Bridenstine, e tem como objetivo levar a primeira mulher e o próximo homem à Lua até 2024. Essa missão é considerada um passo importante para a exploração espacial, pois servirá como um teste para futuras missões mais ambiciosas, como a ida a Marte.
No entanto, a missão Artemis sofreu uma grande mudança recentemente. A NASA anunciou que a empresa SpaceX, de Elon Musk, será a responsável pela construção do módulo de pouso lunar, que será usado para levar os astronautas da nave Orion à superfície da Lua. Anteriormente, a NASA havia escolhido a empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, para essa tarefa.
Essa mudança pode parecer apenas uma questão de escolha de empresa, mas ela traz consigo implicações importantes. A NASA havia planejado usar o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), um foguete poderoso que está sendo desenvolvido há anos, para levar a nave Orion e o módulo de pouso à órbita lunar. No entanto, a SpaceX propôs uma solução mais econômica e rápida, utilizando seu próprio foguete Falcon Heavy.
Com essa mudança, a NASA terá que fazer alguns ajustes em sua estratégia para a missão Artemis. O uso do Falcon Heavy significa que a nave Orion e o módulo de pouso serão lançados em duas missões separadas, em vez de uma só, como estava previsto anteriormente. Além disso, a NASA terá que trabalhar mais de perto com a SpaceX para garantir que os dois sistemas sejam compatíveis e possam trabalhar juntos.
Mas por que a NASA decidiu mudar de empresa e, consequentemente, de foguete? A resposta pode estar no orçamento. A missão Artemis foi orçada em cerca de US$ 28 bilhões, mas a agência espacial pediu um adicional de US$ 3,2 bilhões para o ano fiscal de 2021. Com a pandemia do novo coronavírus e a crise econômica resultante, fica difícil prever se esse pedido será aprovado pelo Congresso dos EUA.
Além disso, a SpaceX já possui um histórico comprovado de sucesso em lançamentos espaciais, com seu foguete Falcon 9 e sua cápsula Dragon sendo usados para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS). Isso pode ter pesado na decisão da NASA, que busca uma solução mais econômica e confiável para a missão Artemis.
Mas o que isso significa para o retorno dos humanos à Lua? Apesar das mudanças, a NASA mantém seu objetivo de levar a primeira mulher e o próximo homem à superfície lunar até 2024. A escolha da SpaceX pode até acelerar o processo, já que a empresa tem um histórico de cumprir prazos apertados.
Além disso, a NASA também está trabalhando em outras tecnologias que serão fundamentais para o sucesso da missão Artemis, como o novo traje espacial que será usado pelos astronautas na Lua. Essas tecnologias serão testadas e aprimoradas em missões anteriores, como a Lunar Gateway, uma estação espacial que será construída em órbita lunar.
Portanto, embora a mudança na missão Artemis possa ter trazido alguns desafios, ela não significa que estamos mais distantes de voltar à Lua. P





