O endividamento do setor não financeiro, que engloba as administrações públicas, empresas e particulares, é um tema que tem sido amplamente discutido nos últimos anos. No entanto, a boa notícia é que, de acordo com dados recentes, o endividamento do setor não financeiro em Portugal atingiu o seu valor mais baixo em 2025, representando uma diminuição em relação ao ano anterior.
Segundo dados do Banco de Portugal, o endividamento do setor não financeiro em 2025 foi de 851.300 milhões de euros, o que equivale a 277,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor é o mais baixo da série histórica, o que demonstra uma tendência positiva e um sinal de que a economia portuguesa está a recuperar.
Esta diminuição do endividamento é resultado de uma série de fatores, como o crescimento económico, o aumento do investimento e a melhoria das condições de financiamento. Além disso, as medidas de austeridade implementadas nos últimos anos também contribuíram para a redução do endividamento, ao promoverem uma maior disciplina financeira por parte das entidades públicas e privadas.
Um dos principais destaques desta diminuição do endividamento é o setor público. As administrações públicas conseguiram reduzir o seu endividamento em 2025, atingindo um valor de 236,4% do PIB, o que representa uma queda de 2,9 pontos percentuais em relação a 2024. Este é um sinal de que as medidas de contenção de despesas e o aumento das receitas estão a ter um impacto positivo nas contas públicas.
No que diz respeito ao setor privado, as empresas também conseguiram reduzir o seu endividamento em 2025, atingindo um valor de 140,4% do PIB, uma diminuição de 1,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esta é uma excelente notícia, pois significa que as empresas estão a conseguir gerir melhor as suas finanças e a investir de forma mais sustentável.
Por fim, os particulares também contribuíram para a diminuição do endividamento do setor não financeiro. Em 2025, o endividamento das famílias portuguesas representou 101,1% do PIB, uma queda de 0,6 pontos percentuais em relação a 2024. Este é um sinal de que as famílias estão a adotar uma postura mais responsável em relação ao seu endividamento, o que é fundamental para a estabilidade financeira do país.
É importante destacar que esta redução do endividamento do setor não financeiro é um sinal de que a economia portuguesa está a recuperar e a ganhar força. Além disso, esta diminuição é fundamental para a sustentabilidade das finanças públicas e privadas, o que é essencial para o crescimento económico a longo prazo.
No entanto, é importante salientar que ainda há muito trabalho a ser feito. Apesar da diminuição do endividamento, Portugal ainda tem um dos níveis mais elevados de endividamento da União Europeia. Por isso, é fundamental continuar a promover políticas que estimulem o crescimento económico e a criação de emprego, bem como a adoção de medidas de contenção de despesas e de aumento das receitas.
Em suma, a diminuição do endividamento do setor não financeiro em Portugal é uma excelente notícia e um sinal de que a economia está a recuperar. No entanto, é importante continuar a trabalhar para manter esta tendência positiva e garantir a sustentabilidade das finanças públicas e privadas. Com uma gestão responsável e políticas adequadas, Portugal pode continuar a crescer e a fortalecer a sua posição no panorama económico europeu.





