Bastonário Fernando Almeida dos Santos, presidente da Ordem dos Engenheiros, recentemente expressou sua preocupação com o investimento na resiliência das infraestruturas críticas em Portugal. Em uma entrevista, ele afirmou que compreende o motivo pelo qual os decisores muitas vezes relegam esse investimento para um plano secundário, mas alertou que “o barato sai caro” e que é necessário um planejamento mais cuidadoso.
As infraestruturas críticas são aquelas que são essenciais para o funcionamento da sociedade, como redes de energia, comunicações, transporte e abastecimento de água. Em tempos de crise, como desastres naturais, ataques cibernéticos ou pandemias, essas infraestruturas precisam ser capazes de resistir e se recuperar rapidamente para garantir a segurança e o bem-estar da população.
No entanto, o Bastonário Fernando Almeida dos Santos ressaltou que, muitas vezes, o investimento na resiliência dessas infraestruturas é negligenciado em favor de outras prioridades, como o crescimento econômico ou a redução de custos. Ele alertou que essa abordagem pode ser prejudicial no longo prazo, pois “o barato sai caro” e pode acabar custando mais caro para o país.
O presidente da Ordem dos Engenheiros enfatizou que é necessário um planejamento mais cuidadoso para garantir a resiliência das infraestruturas críticas. Isso inclui a avaliação de riscos, a identificação de vulnerabilidades e a implementação de medidas de proteção e recuperação. Além disso, ele destacou a importância de investir em tecnologias avançadas e inovação para garantir a sustentabilidade e a eficiência dessas infraestruturas.
É importante ressaltar que Portugal tem enfrentado desafios significativos nos últimos anos, como os incêndios florestais devastadores em 2017 e a crise da COVID-19 em 2020. Em ambos os casos, as infraestruturas críticas foram impactadas e a resiliência delas foi colocada à prova. Isso enfatiza ainda mais a importância de investir na sua proteção e recuperação.
O Bastonário Fernando Almeida dos Santos também destacou que a pandemia da COVID-19 trouxe à tona a necessidade de uma abordagem mais holística para a resiliência das infraestruturas críticas. Ele enfatizou que é necessário considerar não apenas os riscos físicos, como desastres naturais e ataques cibernéticos, mas também os riscos sociais, como a pandemia e a mudança climática.
Além disso, o presidente da Ordem dos Engenheiros ressaltou a importância de uma abordagem colaborativa entre o setor público e o privado na garantia da resiliência das infraestruturas críticas. Ele enfatizou que é necessário um esforço conjunto para garantir que essas infraestruturas sejam capazes de resistir e se recuperar de qualquer tipo de crise.
No entanto, o Bastonário Fernando Almeida dos Santos também enfatizou que a resiliência das infraestruturas críticas não é apenas uma questão de investimento financeiro, mas também de conscientização e mudança de mentalidade. Ele destacou a importância de uma cultura de prevenção e preparação, onde a resiliência é vista como uma prioridade e não como um custo adicional.
Em resumo, o Bastonário Fernando Almeida dos Santos alertou que o investimento na resiliência das infraestruturas críticas é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar da população em tempos de crise. Ele enfatizou a importância de um planejamento cuidadoso e uma abordagem colaborativa entre o set




