No último sábado, dia 23 de março, uma grande marcha tomou as ruas de Caracas, capital da Venezuela, em protesto contra a detenção do presidente Nicolás Maduro. Organizada pelo setor camponês, a manifestação contou com a participação de milhares de pessoas, vestidas em sua maioria em tons de verde, simbolizando a esperança e a luta pela soberania do país.
Os manifestantes, coordenados em gritos de ordem, deixaram claro que não aceitarão a intervenção estrangeira na política venezuelana. Em especial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de críticas e rejeição por parte dos manifestantes, que entoaram em coro: “Donald Trump, não vais conseguir o que queres.”
A marcha foi uma resposta ao recente episódio de tentativa de golpe de Estado liderado pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, apoiado pelos Estados Unidos e outros países da região. A detenção de Nicolás Maduro, que foi acusado de violar a Constituição e a ordem pública, foi vista como uma afronta à democracia e à vontade do povo venezuelano.
O setor camponês, que representa uma grande parcela da população venezuelana, tem sido um dos mais afetados pela crise econômica e política que assola o país. A falta de acesso a insumos agrícolas e a queda na produção têm gerado escassez de alimentos e inflação descontrolada, afetando diretamente a vida dos camponeses e de suas famílias.
Por isso, a marcha também foi uma forma de reivindicar melhores condições de vida e trabalho para os camponeses, além de mostrar apoio ao presidente Nicolás Maduro, que tem implementado políticas de incentivo à produção agrícola e de proteção aos trabalhadores rurais.
A manifestação foi pacífica e contou com a presença de diversos líderes políticos e sociais, que se uniram em defesa da soberania e da democracia da Venezuela. Entre eles, destacam-se Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, e Freddy Bernal, ministro da Agricultura.
Além disso, a marcha também teve uma forte presença feminina, com mulheres camponesas liderando o movimento e mostrando sua força e determinação na luta pelos direitos do povo venezuelano.
A repercussão da marcha foi positiva, tanto dentro quanto fora do país. A população venezuelana mostrou sua união e resistência diante das tentativas de intervenção estrangeira, enquanto a comunidade internacional pôde ver a verdadeira vontade do povo venezuelano, que não aceita a imposição de governos estrangeiros.
É importante ressaltar que a Venezuela é um país soberano e deve ser respeitado em suas decisões políticas e econômicas. A intervenção estrangeira só trará mais instabilidade e sofrimento para o povo venezuelano, que já enfrenta grandes desafios em meio à crise.
A marcha contra a detenção de Nicolás Maduro foi um exemplo de unidade e resistência do povo venezuelano, que não se deixará ser manipulado e continuará lutando por um país livre e democrático. A mensagem deixada pelos manifestantes é clara: a Venezuela não se curvará aos interesses de outros países e seguirá seu caminho em busca de um futuro melhor para todos os seus cidadãos.





