Com a recente decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15%, muitos investidores se perguntam se ainda vale a pena investir em fundos imobiliários. Para responder a essa pergunta, conversamos com um analista de investimentos que nos trouxe uma perspectiva interessante sobre o assunto.
Segundo o analista, o momento atual é mais de acumular posições do que de buscar ganhos rápidos. Isso significa que, apesar da taxa de juros ainda estar em um patamar elevado, é preciso ter paciência e estratégia na hora de investir em fundos imobiliários. Mas por que isso é importante?
Primeiramente, é importante entender que os fundos imobiliários são uma forma de investimento em imóveis de forma indireta. Ou seja, ao invés de comprar um imóvel físico, o investidor adquire cotas de um fundo que possui diversos imóveis em sua carteira. Com isso, é possível ter uma diversificação maior e uma gestão profissional dos ativos.
Com a Selic em 15%, os fundos imobiliários se tornam uma opção atraente para os investidores que buscam uma rentabilidade maior do que a oferecida por investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto. Além disso, os fundos imobiliários também oferecem a possibilidade de ganhos com a valorização dos imóveis e com o recebimento de aluguéis.
No entanto, é importante ter em mente que os fundos imobiliários são investimentos de longo prazo. Ou seja, não é recomendado investir pensando em ganhos rápidos. É preciso ter uma visão de médio a longo prazo e estar preparado para enfrentar possíveis oscilações no mercado.
Outro ponto importante é que, apesar da taxa de juros estar em um patamar elevado, ela não deve permanecer assim por muito tempo. Com a melhora da economia e a redução da inflação, é esperado que o Banco Central inicie um ciclo de redução da Selic nos próximos meses. Isso pode afetar a rentabilidade dos fundos imobiliários, já que os aluguéis são corrigidos pela inflação e podem sofrer uma queda.
Por isso, é fundamental escolher bem os fundos imobiliários em que se pretende investir. É importante analisar a qualidade dos imóveis da carteira, a gestão do fundo e a sua distribuição de rendimentos. Além disso, é preciso estar atento ao mercado imobiliário e às perspectivas para o setor.
Outro fator que pode influenciar na rentabilidade dos fundos imobiliários é a taxa de vacância, ou seja, o percentual de imóveis desocupados na carteira do fundo. Em momentos de crise econômica, é comum que a taxa de vacância aumente, o que pode afetar os rendimentos dos fundos. Por isso, é importante escolher fundos com uma boa diversificação geográfica e setorial, reduzindo os riscos de vacância.
É importante ressaltar que os fundos imobiliários não são indicados apenas para investidores com grande patrimônio. Com a possibilidade de investir a partir de poucos milhares de reais, os fundos imobiliários se tornam uma opção acessível para quem deseja diversificar sua carteira de investimentos.
Em resumo, apesar da Selic ainda estar em 15%, o momento atual é mais de acumular posições do que de buscar ganhos rápidos em fundos imobiliários. É preciso ter paciência e estratégia na hora de investir, escolhendo bem os fundos e tendo uma visão de longo prazo. Com isso, é possível obter uma rentabilidade atrativa e diversificar a carteira de investimentos.





