Nos últimos anos, a economia brasileira tem passado por momentos de incerteza e volatilidade, o que tem impactado diretamente os investimentos dos brasileiros. Nesse cenário, a renda fixa, que sempre foi vista como uma opção segura e rentável, tem passado por mudanças e desafiado os especialistas na hora de realizar alocações.
Com a manutenção da Selic em 2% ao ano, o menor patamar histórico, os investidores têm se questionado sobre qual é a melhor opção dentro da renda fixa. E, mesmo com uma taxa de juros tão baixa, os especialistas ainda veem com bons olhos os investimentos pós-fixados, mas com uma preferência crescente pelos papéis atrelados à inflação.
Em um momento de transição na alocação de recursos em renda fixa, é importante entender o que cada uma dessas opções representa e como elas podem se adequar ao perfil de investidor de cada um.
Alocação em pós-fixados: uma opção tradicional, mas ainda viável
Os investimentos pós-fixados são aqueles em que a rentabilidade é definida por algum indexador, como a taxa Selic ou o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Esses indexadores são atualizados diariamente, o que garante uma rentabilidade próxima à taxa de juros do momento.
Mesmo com a queda da Selic, os investimentos pós-fixados ainda são vistos com bons olhos pelos especialistas. Isso porque, apesar de renderem menos que em períodos de juros mais altos, ainda são considerados uma opção segura e com boa liquidez.
Além disso, os pós-fixados costumam ser indicados para investidores conservadores, que buscam rentabilidade a longo prazo e têm aversão ao risco. Nesse sentido, esses investimentos podem ser uma boa opção para a reserva de emergência, uma vez que garantem uma rentabilidade estável e previsível.
Porém, é importante lembrar que, com a Selic em níveis tão baixos, a rentabilidade dos pós-fixados também é afetada. Assim, para obter uma rentabilidade maior, pode ser necessário aumentar o prazo de investimento ou buscar opções com taxas mais atrativas.
Preferência crescente por papéis atrelados à inflação
Com a manutenção da Selic em 2% ao ano, os investidores começaram a olhar com mais atenção para os papéis atrelados à inflação, também conhecidos como Tesouro IPCA+.
Esses títulos possuem uma rentabilidade atrelada à inflação do período mais uma taxa de juros prefixada. Dessa forma, o investidor tem a certeza de que seu dinheiro estará sempre protegido da desvalorização provocada pela inflação.
A preferência por esses papéis aumentou principalmente porque, com a inflação em níveis mais elevados, a rentabilidade real dos investimentos pós-fixados fica comprometida. Ou seja, mesmo com uma boa taxa de juros, o investidor pode ter uma rentabilidade real negativa, ou seja, abaixo da inflação.
Com os papéis atrelados à inflação, no entanto, o investidor consegue garantir uma rentabilidade real positiva, mesmo em períodos de alta inflação. Além disso, esses títulos costumam ser indicados para investimentos de longo prazo, já que quanto mais tempo o dinheiro fica investido, maior é a proteção contra a inflação.
Outra vantagem dos papéis atrelados à inflação é a possibilidade de venda antecipada, sem perda significativa de rentabilidade. Isso significa que, caso o investidor precise resgatar o dinheiro antes do vencimento do título, ele não sofrerá grandes prejuízos.
Uma opção para investidores mais ousados: prefixados
Os investimentos prefixados são aqueles em que a taxa de j





