Conglomerado é um gigante em energia limpa, mas também é um grande investidor em petróleo, gás e carvão
Warren Buffett, o lendário investidor e filantropo, é conhecido por sua abordagem de longo prazo e seu sucesso na construção de um império de investimentos com a Berkshire Hathaway. Além de suas habilidades no mercado financeiro, ele também é conhecido por sua postura em relação às questões ambientais e sociais. No entanto, seu legado climático pode ser considerado um tanto controverso, já que a Berkshire Hathaway é um conglomerado que opera em vários setores, incluindo energia limpa, petróleo, gás e carvão.
A Berkshire Hathaway é um conglomerado que possui mais de 60 subsidiárias em uma ampla gama de setores, incluindo seguros, ferrovias, energia, varejo e manufatura. Com um valor de mercado de mais de US$ 500 bilhões, a empresa é uma das maiores do mundo e tem um grande impacto em vários setores da economia global. Uma das principais áreas de atuação da Berkshire Hathaway é a energia, com investimentos em empresas de energia limpa, como a BYD, uma fabricante chinesa de veículos elétricos, e a MidAmerican Energy, uma empresa de energia renovável.
No entanto, ao mesmo tempo em que investe em energia limpa, a Berkshire Hathaway também é um grande investidor em petróleo, gás e carvão. A empresa possui participação em empresas como a Exxon Mobil, Chevron e Phillips 66, que são grandes players no setor de combustíveis fósseis. Além disso, a Berkshire Hathaway é proprietária da BNSF Railway, uma das maiores ferrovias dos Estados Unidos, que transporta grandes quantidades de petróleo e carvão.
Essa dualidade nos investimentos da Berkshire Hathaway pode ser vista como uma contradição em relação à postura de Buffett em relação às questões ambientais. Ele é conhecido por ser um defensor da energia limpa e por apoiar ações para combater as mudanças climáticas. Em 2019, ele se juntou a outros investidores para lançar a “Coalition for Inclusive Capitalism”, uma iniciativa que visa promover práticas de negócios mais sustentáveis e inclusivas.
No entanto, alguns críticos apontam que os investimentos da Berkshire Hathaway em combustíveis fósseis podem minar esses esforços e comprometer o legado climático de Buffett. Em 2019, a empresa foi alvo de uma ação judicial por parte de acionistas que alegavam que a empresa não estava fazendo o suficiente para mitigar os riscos das mudanças climáticas. Embora a ação tenha sido rejeitada pelo tribunal, ela levantou questões sobre a responsabilidade da Berkshire Hathaway em relação às questões ambientais.
No entanto, é importante notar que a Berkshire Hathaway não é a única empresa de investimentos a enfrentar esse tipo de crítica. Muitas outras empresas, incluindo grandes fundos de investimento e bancos, também investem em combustíveis fósseis, apesar de suas declarações de compromisso com a sustentabilidade. Além disso, a Berkshire Hathaway tem tomado medidas para reduzir sua exposição aos combustíveis fósseis, como a venda de suas ações na Exxon Mobil.
Além disso, a Berkshire Hathaway tem feito investimentos significativos em energia limpa, o que mostra um compromisso real com a transição para uma economia mais sustentável. A empresa tem investido em projetos de energia solar, eólica e hidrelétrica, e tem planos de aumentar ainda mais seus investimentos em energia renovável. Além disso, a MidAmerican Energy, subsidiária da Berkshire Hathaway, tem a meta de fornecer 100% de sua eletricidade a




