Mais de 60 manifestantes se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, no último sábado (14), para protestar contra a decisão do presidente Donald Trump de suspender o apoio militar à Ucrânia. O ato, organizado por grupos de defesa dos direitos humanos e pela comunidade ucraniana em Portugal, teve como objetivo mostrar solidariedade ao povo ucraniano e repudiar a ação do líder americano.
A manifestação foi pacífica e contou com a presença de pessoas de diferentes idades e nacionalidades, unidas pelo mesmo sentimento de indignação. Os participantes seguravam cartazes com mensagens de apoio à Ucrânia e criticando a postura de Trump. Além disso, cantaram hinos e entoaram palavras de ordem, demonstrando a força e a união do grupo.
A decisão de Trump de suspender o apoio militar à Ucrânia tem gerado grande repercussão internacional e causado preocupação entre os países aliados. O presidente americano justificou a medida afirmando que a Ucrânia precisa fazer mais para combater a corrupção e melhorar sua economia antes de receber mais recursos militares dos Estados Unidos. No entanto, essa atitude tem sido vista como uma traição aos esforços do governo ucraniano em seu processo de democratização e de proteção contra a Rússia.
A Ucrânia tem sido um importante aliado dos Estados Unidos na Europa Oriental, especialmente após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014. Desde então, os ucranianos têm enfrentado uma guerra civil que já deixou mais de 13 mil mortos e mais de 1,5 milhão de deslocados internos. O apoio militar dos Estados Unidos tem sido fundamental para o país resistir às investidas russas e manter sua integridade territorial.
Portugal, que tem uma forte comunidade ucraniana, não ficou indiferente à decisão de Trump. O país tem sido um defensor dos esforços da Ucrânia em sua luta pela liberdade e democracia. Por isso, não é surpresa que os manifestantes tenham escolhido a embaixada americana em Lisboa como palco para mostrar sua indignação e apoio ao povo ucraniano.
Durante o protesto, os manifestantes também entregaram uma carta ao embaixador dos Estados Unidos em Portugal, George Glass, pedindo que o país volte atrás na decisão de suspender o apoio militar à Ucrânia. Na carta, os manifestantes destacaram a importância da colaboração entre os dois países no combate à corrupção e na promoção da paz e da estabilidade na região.
Além disso, a carta também ressaltou o papel fundamental que os Estados Unidos têm na defesa dos valores democráticos e na proteção dos direitos humanos em todo o mundo. A suspensão do apoio militar à Ucrânia vai contra esses princípios e pode enfraquecer a luta do país pela liberdade e pela democracia.
A manifestação em frente à embaixada americana em Lisboa foi um exemplo de solidariedade e união em prol de uma causa justa. Os manifestantes mostraram que não estão dispostos a aceitar a decisão de Trump sem lutar e que não vão deixar o povo ucraniano enfrentar essa batalha sozinho. A mobilização também serve como um lembrete de que é preciso estar atento e se posicionar diante de atitudes que vão contra os valores universais de liberdade e justiça.
Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem sua decisão e voltem a apoiar a Ucrânia em sua luta pela liberdade e pela democracia. Enquanto isso, o mundo inteiro deve se unir em solidariedade ao povo ucraniano e mostrar que não estamos dispostos a aceitar retrocessos em relação aos dire




