Infraestrutura estratégica para o sector eléctrico
O Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, realizou uma visita de trabalho à Central de Ciclo Combinado do Soyo, na província do Zaire, com o objectivo de avaliar o desempenho técnico de uma das infraestruturas mais relevantes para o fornecimento de energia à rede pública nacional.
Com uma potência instalada de 750 megawatts, distribuída por duas turbinas a gás e uma turbina a vapor, a central assume um papel estruturante na estabilidade e segurança do sistema eléctrico angolano.
A avaliação “in loco” permitiu verificar o estado operacional da infraestrutura, bem como reforçar o compromisso com a manutenção e eficiência de activos estratégicos.
Tecnologia e eficiência energética
Inaugurada em 2017 e em operação comercial desde 2018, a Central de Ciclo Combinado do Soyo encontra-se implantada numa área de aproximadamente 18 hectares, integrando sistemas modernos de controlo e tratamento.
A tecnologia de ciclo combinado permite aproveitar o calor residual das turbinas a gás para gerar energia adicional através da turbina a vapor, aumentando significativamente a eficiência do processo de produção eléctrica.
A central utiliza gás natural como combustível principal, com possibilidade de operação alternativa a combustível líquido, garantindo maior flexibilidade e resiliência operacional.
Esta configuração contribui para:
- Maior eficiência energética
- Redução de perdas operacionais
- Estabilidade da frequência na rede nacional
- Capacidade de resposta à variação da procura
Pilar da transição energética estruturada
No contexto da estratégia de diversificação da matriz energética, a Central do Soyo desempenha um papel fundamental como fonte de geração estável.
Enquanto Angola expande projectos de energias renováveis, como parques solares noutras províncias, activos térmicos modernos e eficientes asseguram a capacidade de base necessária para integrar novas fontes intermitentes.
O gás natural, neste enquadramento, funciona como combustível de transição, permitindo reduzir progressivamente a dependência de fontes mais poluentes, sem comprometer a fiabilidade do sistema eléctrico.
João Baptista Borges tem defendido uma transição energética estruturada, equilibrando expansão de renováveis com estabilidade operacional.
Integração com a rede nacional
A produção da Central de Ciclo Combinado do Soyo é injectada directamente na rede pública nacional, contribuindo para o reforço do abastecimento em várias regiões do país.
A robustez desta infraestrutura é determinante para:
- Garantir fornecimento contínuo a centros urbanos
- Sustentar actividade industrial
- Apoiar a expansão da electrificação territorial
- Reduzir risco de instabilidade na rede
Num cenário de crescimento da procura energética, a manutenção de grandes unidades de geração com elevada capacidade instalada é essencial para a segurança do sistema.
Energia e água: abordagem integrada
Durante a deslocação ao Soyo, o Ministro avaliou igualmente o Sistema de Abastecimento de Água local, reforçando a abordagem integrada entre energia e águas.
A coordenação entre infraestruturas energéticas e hídricas é estratégica, sobretudo em unidades de produção eléctrica que dependem de sistemas adequados de tratamento e controlo da água.
Esta visão integrada fortalece a sustentabilidade técnica e operacional das infraestruturas críticas.
Supervisão técnica como prática de governação
A visita à Central do Soyo enquadra-se numa prática regular de acompanhamento directo das infraestruturas estratégicas do sector.
A supervisão técnica permite:
- Verificar níveis de desempenho
- Antecipar eventuais constrangimentos
- Garantir cumprimento de normas operacionais
- Alinhar produção com planeamento nacional
A consolidação da estabilidade do sistema eléctrico angolano depende não apenas da expansão da capacidade instalada, mas também da gestão eficiente dos activos existentes.
Sob a liderança de João Baptista Borges, a Central de Ciclo Combinado do Soyo mantém-se como um dos pilares da segurança energética nacional em 2026.




