A escritora portuguesa Lídia Jorge, vencedora do Prémio Pessoa 2025, fez um importante alerta durante a cerimónia de entrega do prémio em Lisboa. Em seu discurso, a autora destacou a necessidade de vigilância em relação à Inteligência Artificial (IA), defendendo o pensamento autónomo e singular como forma de preservar a nossa humanidade.
Lídia Jorge é conhecida por suas obras literárias que abordam temas como a identidade, a memória e a condição humana. Em sua fala, a escritora ressaltou os riscos da imitação algorítmica da linguagem e da falsidade difícil de desmontar, que podem ser causados pelo avanço da IA. Para ela, é preciso estar atento e questionar constantemente o papel da tecnologia em nossas vidas.
A autora também enfatizou a importância do pensamento autónomo e singular, que é a capacidade de pensar por si próprio e de forma única. Segundo Lídia Jorge, é essa singularidade que nos torna humanos e nos diferencia das máquinas. Ela alertou que, se não nos mantivermos vigilantes, corremos o risco de nos tornarmos meros imitadores de algoritmos, perdendo nossa individualidade e criatividade.
A IA tem avançado rapidamente e já está presente em diversas áreas de nossas vidas, desde a assistentes virtuais em nossos smartphones até sistemas de reconhecimento facial em aeroportos. No entanto, é preciso ter cuidado para que ela não se torne uma ameaça à nossa humanidade. Como disse Lídia Jorge, “a tecnologia deve ser sempre um meio, nunca um fim em si mesma”.
É importante lembrar que a IA é criada por seres humanos e, portanto, carrega consigo as nossas próprias limitações e preconceitos. Se não houver uma vigilância constante, podemos reproduzir essas falhas em sistemas que tomam decisões importantes em áreas como saúde, justiça e educação. Além disso, a dependência excessiva da tecnologia pode nos tornar vulneráveis a ataques cibernéticos e a perda de privacidade.
Por isso, é fundamental que haja um debate constante sobre o papel da IA em nossa sociedade. É necessário que os governos e empresas que desenvolvem e utilizam essa tecnologia tenham uma postura ética e responsável. Além disso, é preciso investir em educação e formação para que as pessoas possam compreender e lidar com a IA de forma crítica e consciente.
Lídia Jorge encerrou seu discurso com uma mensagem de esperança, afirmando que “a capacidade de pensar por si próprio é a maior arma contra a uniformização e a manipulação”. Ela nos lembrou que, apesar dos avanços tecnológicos, somos seres únicos e insubstituíveis, e é isso que nos torna humanos.
Em tempos de avanços tecnológicos cada vez mais rápidos, é importante parar e refletir sobre o impacto da IA em nossas vidas. A mensagem de Lídia Jorge é um alerta para que não percamos nossa humanidade em meio ao progresso. É preciso estar vigilante e preservar o nosso pensamento autónomo e singular, pois é ele que nos torna verdadeiramente humanos.





