Cientistas descobrem exatamente como foi a passagem do 3I/ATLAS perto do Sol e quais os efeitos disso no cometa interestelar
No início de 2020, um cometa interestelar chamado 3I/ATLAS foi descoberto pelos astrônomos e rapidamente chamou a atenção da comunidade científica. Isso porque, diferentemente da maioria dos cometas que orbitam nosso sistema solar, o 3I/ATLAS veio de fora, de uma região desconhecida do espaço. E agora, após sua passagem próxima ao Sol, os cientistas finalmente conseguiram desvendar alguns dos segredos desse cometa misterioso.
A passagem do 3I/ATLAS pelo Sol foi um evento muito aguardado pelos astrônomos, pois seria uma oportunidade única de estudar um cometa interestelar de perto. E, de fato, os dados coletados durante essa passagem revelaram informações valiosas sobre a composição e a estrutura desse corpo celeste.
Uma das primeiras descobertas foi que o 3I/ATLAS é um cometa muito pequeno, com apenas 1 km de diâmetro. Isso é muito menor do que os cometas que normalmente vemos em nosso sistema solar, que podem chegar a ter centenas de quilômetros de diâmetro. Além disso, os cientistas também notaram que o 3I/ATLAS tem uma forma alongada, o que é incomum para um cometa.
Outra descoberta surpreendente foi a composição do 3I/ATLAS. Ao analisar a luz refletida pelo cometa, os cientistas identificaram a presença de moléculas de água e poeira. Essa é uma composição semelhante à dos cometas que orbitam nosso sistema solar, o que sugere que o 3I/ATLAS pode ter se formado em um ambiente semelhante ao nosso.
No entanto, o que mais intrigou os cientistas foi a presença de moléculas de carbono em sua superfície. Essa é uma característica incomum em cometas e pode indicar que o 3I/ATLAS se formou em uma região mais distante do Sol, onde as temperaturas são mais baixas e o carbono pode permanecer congelado.
Além disso, a passagem do 3I/ATLAS pelo Sol também revelou informações importantes sobre a estrutura interna do cometa. Os cientistas observaram que, durante sua aproximação máxima do Sol, o cometa sofreu um processo de fragmentação, ou seja, se quebrou em pedaços menores. Isso é um fenômeno comum em cometas, mas o que chamou a atenção foi a rapidez com que isso aconteceu com o 3I/ATLAS.
Essa fragmentação rápida sugere que o 3I/ATLAS pode ser um cometa jovem, que ainda não teve tempo suficiente para se consolidar e se tornar mais resistente. Isso também pode explicar sua forma alongada, já que cometas mais antigos tendem a ter uma forma mais arredondada.
Além disso, os cientistas também observaram que o 3I/ATLAS emitiu uma grande quantidade de gás e poeira durante sua passagem pelo Sol. Essa é uma característica comum em cometas, mas o que chamou a atenção foi a composição desse material. Ao analisá-lo, os cientistas encontraram uma grande quantidade de moléculas de oxigênio, o que sugere que o 3I/ATLAS pode ter se formado em um ambiente rico em oxigênio.
Essas descobertas são apenas o começo de uma longa jornada de estudos sobre o 3I/ATLAS. Os cientistas ainda têm muito a aprender sobre esse cometa interestelar e sua passagem pelo Sol foi apenas o primeiro





