No dia 20 de janeiro de 2017, Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos e desde então tem sido um dos assuntos políticos mais discutidos em todo o mundo. Com uma retórica incisiva e controversa, Trump vem executando um “teste de stress” ao Estado de Direito no país, de acordo com o professor da Universidade George Mason, Nuno Garoupa.
Em seu primeiro ano de mandato, Trump tem se esforçado para colocar em prática suas políticas e promessas de campanha. No entanto, o seu principal objetivo parece ser tornar suas ações irreversíveis para um eventual sucessor, o que tem gerado preocupação e críticas por parte dos defensores do Estado de Direito.
Uma das principais instituições que tem limitado a ação de Trump é o sistema judiciário. Inúmeras decisões do presidente têm sido contestadas e barradas por tribunais em todo o país. É um sinal de que, mesmo com a maioria republicana na Suprema Corte, as leis e a Constituição dos Estados Unidos estão sendo respeitadas e o poder de Trump não é absoluto.
Além disso, o próprio movimento “MAGA” (Make America Great Again), que apoia fervorosamente o presidente, também tem questionado ações do governo na questão das intervenções militares e outros temas. Essa postura demonstra que, mesmo entre seus apoiadores, há uma preocupação com o respeito às leis e aos direitos dos cidadãos.
No entanto, o maior desafio de Trump em relação ao Estado de Direito tem sido a sua postura em relação ao caso de Jeffrey Epstein. O bilionário foi acusado de tráfico sexual de menores e seu suicídio na cadeia gerou uma série de questionamentos e teorias conspiratórias. Trump, que já foi amigo de Epstein, chegou a expressar seu apoio e desejo de que ele fosse liberado da prisão.
Diante desse cenário, Nuno Garoupa avalia que o presidente está tentando “testar os limites do Estado de Direito” e, ao mesmo tempo, buscando formas de contorná-lo. O professor acredita que, para Trump, a lei é um obstáculo e ele está disposto a desafiá-la para alcançar seus objetivos e manter-se no poder.
No entanto, é importante lembrar que o Estado de Direito é um dos pilares fundamentais da democracia e sua preservação é essencial para garantir a igualdade, a justiça e a liberdade no país. É necessário que as instituições continuem atuando de forma independente e que a sociedade civil permaneça atenta e engajada para assegurar que os limites legais sejam respeitados.
Apesar dos desafios e tensões causadas pelo governo de Trump, é fundamental acreditar que o Estado de Direito prevalecerá. A democracia norte-americana é robusta e tem resistido a diversos testes ao longo de sua história. Não é diferente agora. É preciso manter a esperança e lutar para que o Estado de Direito seja sempre preservado e respeitado no país.
Sendo assim, o balanço do primeiro ano do regresso de Trump à Casa Branca é um alerta para a importância de proteger o Estado de Direito e suas instituições. O presidente pode até tentar desafiá-lo, mas a democracia e a justiça prevalecerão. Que possamos aprender com esses desafios e fortalecer cada vez mais os valores e princípios democráticos em todo o mundo.





