Após semanas de críticas sobre a gestão da pandemia na saúde, o candidato do PSD, Cotrim de Figueiredo, viu-se obrigado a reavaliar sua estratégia de campanha para se aproximar novamente do Governo e não perder eleitores. O seu principal concorrente, Marques Mendes, tem sido o principal adversário nesta corrida eleitoral e as diferenças entre os dois ficaram evidentes nas suas estratégias de campanha. No entanto, Cotrim de Figueiredo não pode ignorar o impacto do candidato da extrema-direita, André Ventura, e também precisa manter o seu eleitorado.
A campanha eleitoral para as próximas eleições tem sido uma corrida contra o tempo para os candidatos, que enfrentam desafios sem precedentes devido à pandemia do COVID-19. Todos os candidatos têm tido a difícil tarefa de convencer o eleitorado de que são a melhor escolha para liderar o país durante esta crise sem precedentes. No entanto, a gestão da crise de saúde por parte do governo anterior tem sido alvo de duras críticas e Cotrim de Figueiredo, como candidato do PSD, não foi poupado.
As suas críticas iniciais ao governo foram também motivadas pelo objetivo de se demarcar dos outros candidatos e construir uma imagem forte e independente. No entanto, os últimos resultados das sondagens mostraram uma queda nas intenções de voto para o PSD, que não quer perder terreno para Marques Mendes, que lidera nas sondagens. Por isso, Cotrim de Figueiredo viu-se obrigado a reavaliar a sua estratégia e aproximar-se novamente do Governo.
O principal desafio de Cotrim de Figueiredo é manter o equilíbrio entre a crítica ao Governo e a necessidade de manter uma relação próxima com o Executivo, já que ambas as estratégias são importantes para conquistar o eleitorado. Por um lado, Cotrim de Figueiredo precisa demonstrar que tem a capacidade de liderar e de oferecer uma alternativa ao atual governo. Por outro lado, ele não pode parecer alinhado com o Governo e precisa manter os eleitores do PSD que estão descontentes com a atual gestão da crise de saúde.
Muitos observadores políticos acreditam que a estratégia de Cotrim de Figueiredo tem sido a de “nadar entre duas águas”, apoiando o Governo em algumas medidas enquanto continua a criticá-lo em outras. Este jogo de equilíbrio é arriscado, uma vez que pode parecer inconsistente para os eleitores, mas é compreensível dada a situação atual. O candidato quer manter a sua imagem de independência e mostrar que é a melhor escolha para liderar o país, mas também precisa manter a sua base de apoio no PSD.
No entanto, o maior desafio de Cotrim de Figueiredo vem da extrema-direita, representada por André Ventura. O candidato do Chega tem crescido nas sondagens e conseguiu atrair parte do eleitorado do PSD, com as suas promessas populistas e discurso anti-sistema. Ventura tem sido um adversário cada vez mais presente na campanha eleitoral e tem sido considerado por muitos como o principal responsável pela queda nas intenções de voto para o PSD.
Por isso, Cotrim de Figueiredo não pode ignorar o impacto de Ventura e precisa manter-se atento às suas estratégias para não perder mais eleitores para o Chega. O candidato tem procurado diferenciar-se do seu rival, mostrando-se como uma opção mais moderada e experiente, com uma visão pragmática e realista para liderar o país durante estes tempos difíceis. Cotrim de Figueiredo também tem desafiado Ventura a apresentar propost




