A Colômbia é um país rico em biodiversidade, com uma fauna e flora únicas. Mas não é apenas a vida atual que é fascinante neste país sul-americano. A descoberta de fósseis nos departamentos de Boyacá, Santander e Cundinamarca tem acrescentado novos géneros e espécies ao património paleontológico do país. Estes fósseis, datados de há 114 a 89 milhões de anos, são uma janela para o passado, revelando informações importantes sobre a evolução da vida na Terra.
A descoberta de fósseis nos departamentos de Boyacá, Santander e Cundinamarca tem sido um trabalho em andamento, com muitos cientistas e pesquisadores dedicando suas vidas a desvendar os segredos escondidos na terra colombiana. E seus esforços têm sido recompensados com a descoberta de novos e fascinantes fósseis.
Um dos locais mais importantes de escavação é a Formação Villa de Leyva, localizada em Boyacá. Esta formação é composta por rochas sedimentares que datam do Cretáceo Inferior, entre 145 e 100 milhões de anos atrás. Em 2015, uma equipe de paleontólogos descobriu uma nova espécie de crocodilo, o Acherontisuchus guajiraensis, que foi batizado em homenagem à região de Guajira, onde foi encontrado. Este crocodilo tinha cerca de 3 metros de comprimento e possuía dentes afiados, indicando que era um predador feroz. Além disso, sua descoberta foi importante porque é o primeiro crocodilo desse período encontrado na Colômbia.
Outra descoberta importante na Formação Villa de Leyva foi a de uma nova espécie de dinossauro, o Laquintasaura venezuelae. Este dinossauro tinha apenas 1 metro de comprimento e era herbívoro, alimentando-se de plantas e insetos. Sua descoberta foi significativa, pois é o primeiro dinossauro encontrado na América Latina com características semelhantes às do famoso velociraptor. Além disso, a Laquintasaura venezuelae é a mais antiga descoberta de um dinossauro ornitópode na América do Sul, o que ajuda a preencher uma lacuna na história da evolução desses animais no continente.
Outro local importante de escavação é a Formação Santana, localizada em Cundinamarca. Esta formação é composta por rochas sedimentares que datam do Cretáceo Inferior, entre 145 e 100 milhões de anos atrás. Em 2010, uma equipe de paleontólogos descobriu uma nova espécie de pterossauro, o Caiuajara dobruskii. Este pterossauro tinha uma envergadura de 1,5 metros e era um animal voador com uma dieta variada, incluindo frutas, insetos e pequenos vertebrados. Sua descoberta foi importante porque é o primeiro pterossauro dessas características encontrado na Colômbia, expandindo ainda mais o conhecimento sobre esses animais pré-históricos no país.
Mas a descoberta mais impressionante na Formação Santana foi a de um fóssil de uma nova espécie de peixe, o Yabariv sara. Este peixe tinha cerca de 30 centímetros de comprimento e possuía grandes dentes afiados, indicando que era um predador. O mais interessante sobre este fóssil é que é o primeiro peixe descrito com um fóssil de um animal preservado dentro de seu estômago. Esse fóssil pertence a um peixe menor, indicando que o Yabariv sara era um predador voraz e oportunista





