O mais recente relatório do Conselho das Finanças Públicas traz à tona uma preocupação para a economia portuguesa: o aumento da presença do Estado nas empresas. Segundo o relatório, cinco empresas são responsáveis por concentrar 86% dos capitais próprios negativos: Parvalorem, TAP, ULS de São José, ULS de Coimbra e ULS da Arrábida. Mas, ao invés de ver isso como um problema, podemos enxergar como uma oportunidade de mudança e crescimento.
Antes de tudo, é importante entender o que são capitais próprios negativos. Eles representam a diferença entre o valor dos ativos e o valor das dívidas de uma empresa. Ou seja, quando uma empresa possui mais dívidas do que bens, ela apresenta um capital próprio negativo. Isso pode ser resultado de uma má gestão financeira, crises econômicas ou outras questões externas.
No caso das cinco empresas mencionadas pelo relatório, podemos observar diferentes fatores que contribuíram para esse resultado. A Parvalorem, por exemplo, é uma empresa pública criada para gerir ativos tóxicos do antigo Banco Português de Negócios (BPN). Já a TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa, enfrenta dificuldades financeiras há anos, agravadas pela pandemia de Covid-19. E as Unidades Locais de Saúde (ULS) são responsáveis por gerir os hospitais públicos de São José, Coimbra e Arrábida, que também enfrentam desafios financeiros.
Mas, ao invés de focar apenas nos problemas, é importante destacar que o relatório também aponta para uma melhora na situação das empresas públicas em geral. Segundo o Conselho das Finanças Públicas, o número de empresas com capitais próprios negativos diminuiu de 26 para 20, entre 2018 e 2019. Além disso, o relatório ressalta que o Estado tem conseguido reduzir o seu endividamento e aumentar a sua capacidade de financiamento.
Esses dados mostram que, apesar dos desafios enfrentados pelas empresas públicas, há uma tendência de melhora na gestão financeira do Estado. E isso é extremamente positivo, pois uma economia forte e saudável depende de empresas sólidas e bem geridas. Além disso, é importante lembrar que essas empresas são responsáveis por gerar empregos e movimentar a economia, impactando diretamente a vida dos cidadãos portugueses.
É claro que ainda há muito a ser feito para melhorar a situação das empresas públicas e reduzir a presença do Estado na economia. Mas, ao invés de apenas criticar e apontar problemas, é necessário buscar soluções e oportunidades de mudança. E é nesse ponto que os empreendedores e empresários portugueses podem desempenhar um papel fundamental.
Com a retomada da economia após a pandemia, é importante que o setor privado invista e inove, criando novas oportunidades de negócios e empregos. Além disso, é necessário que o governo crie um ambiente favorável para o crescimento das empresas, com políticas públicas que incentivem o empreendedorismo e a competitividade.
Outro ponto importante é a transparência e a eficiência na gestão das empresas públicas. É preciso que haja uma maior fiscalização e responsabilização dos gestores, garantindo que os recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e eficiente. Além disso, é necessário que haja uma maior participação da sociedade na tomada de decisões, garantindo que as empresas públicas atendam às necessidades e demandas da população.
Em resumo, o relatório do Conselho das Finanças Públicas traz à tona





