A identidade é um tema recorrente na arte, seja ela visual, literária ou cinematográfica. A forma como nos vemos e como somos vistos pelo mundo ao nosso redor influencia diretamente a nossa criatividade e expressão artística. E ninguém melhor para falar sobre isso do que a realizadora e argumentista portuguesa, Leonor Teles.
Em uma entrevista ao podcast “Watch Party”, da Renascença, Leonor compartilhou sua visão sobre como a identidade é um elemento fundamental em sua arte. Aos 27 anos, ela já possui um currículo impressionante, com diversos prêmios e reconhecimento internacional por seus trabalhos. Seu último filme, “Terra Franca”, foi selecionado para o prestigiado Festival de Cinema de Veneza e ganhou o prêmio de Melhor Documentário Europeu no Festival de Cinema de Sevilha.
Nascida em Vila Franca de Xira, Leonor cresceu em uma família de artistas e desde cedo se interessou pelo mundo do cinema. Em sua adolescência, mudou-se para Lisboa para estudar cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Foi lá que ela começou a explorar sua identidade e a forma como ela se refletia em sua arte.
Em sua entrevista, Leonor falou sobre a importância de se conhecer e de se aceitar para poder criar algo autêntico e verdadeiro. Ela acredita que a identidade é um processo em constante evolução e que é preciso estar aberto a mudanças e descobertas. “A identidade é algo que está sempre em movimento, é uma construção contínua. E isso se reflete em minha arte, que também está em constante transformação”, afirmou a realizadora.
Um dos pontos mais interessantes da conversa foi quando Leonor falou sobre como a identidade é um elemento presente em todas as suas obras, mesmo que de forma sutil. Seja em seus documentários ou em seus filmes de ficção, ela sempre busca trazer à tona questões relacionadas à identidade, seja individual ou coletiva. “Acredito que é importante abordar esses temas em minha arte, pois eles fazem parte da nossa essência e influenciam diretamente em nossas vidas”, explicou.
Além disso, Leonor também destacou a importância de se ter representatividade na arte. Como mulher e cineasta, ela se sente responsável por trazer à tona histórias e personagens que muitas vezes são marginalizados pela sociedade. “É preciso dar voz a essas pessoas e mostrar suas realidades, suas lutas e suas conquistas. Isso também faz parte da minha identidade e da minha arte”, ressaltou.
Ao longo da entrevista, Leonor também compartilhou suas inspirações e referências, que vão desde o cinema português até o cinema latino-americano. Ela acredita que é importante estar conectada com outras culturas e formas de expressão para ampliar sua visão de mundo e enriquecer sua arte.
Com uma voz forte e autêntica, Leonor Teles é uma das grandes promessas do cinema português. Sua identidade é o que a torna única e sua arte é o reflexo de sua jornada de autoconhecimento e descobertas. Que sua trajetória inspire outros artistas a explorarem suas identidades e a criarem obras que reflitam suas essências.




