O mercado imobiliário corporativo em São Paulo tem sido um dos mais afetados pela crise econômica dos últimos anos. Com a queda na demanda por escritórios e a alta taxa de vacância, muitos investidores ficaram receosos em apostar nesse setor. No entanto, recentemente, temos visto uma recuperação nas lajes corporativas e um aumento no interesse dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) por esse tipo de ativo.
Para discutir essa tendência e entender melhor o cenário atual, o programa Liga de FIIs recebeu Fernando Didziakas, CEO da Buildings, empresa especializada em consultoria e gestão de imóveis corporativos. Didziakas é um dos principais especialistas do mercado imobiliário e traz uma visão otimista sobre a recuperação das lajes corporativas em São Paulo.
Segundo Didziakas, a crise nas lajes corporativas parece estar chegando ao fim. Ele aponta que, nos últimos meses, houve uma melhora significativa na absorção de espaços corporativos, principalmente na região da Avenida Paulista e na Faria Lima. Além disso, a taxa de vacância tem apresentado uma queda gradual, o que indica uma maior demanda por esses imóveis.
Essa recuperação pode ser explicada por alguns fatores. O primeiro deles é a retomada da economia brasileira, que tem impulsionado o crescimento de diversos setores e, consequentemente, a demanda por escritórios. Além disso, a mudança no perfil das empresas também tem contribuído para esse cenário. Com a adoção do trabalho remoto e a flexibilização dos espaços de trabalho, muitas empresas estão buscando lajes corporativas menores e mais modernas, o que tem impulsionado a procura por esses imóveis.
Outro fator importante é o aumento do interesse dos FIIs por lajes corporativas. Didziakas destaca que, nos últimos anos, houve uma mudança no perfil dos investidores, que passaram a buscar ativos mais diversificados e com maior potencial de valorização. Nesse sentido, as lajes corporativas têm se mostrado uma opção atrativa, pois oferecem uma boa rentabilidade e um baixo risco de vacância.
No entanto, é importante ressaltar que, apesar da recuperação, ainda há desafios a serem enfrentados no mercado de lajes corporativas. Um deles é a alta taxa de vacância em algumas regiões, como a Zona Sul de São Paulo. Didziakas explica que essa região foi muito afetada pela crise e ainda apresenta um grande número de imóveis desocupados. No entanto, ele acredita que, com a retomada da economia, essa situação tende a melhorar.
Outro desafio é a concorrência com outros tipos de ativos imobiliários, como os galpões logísticos e os shoppings centers. Didziakas ressalta que, apesar da recuperação, as lajes corporativas ainda enfrentam uma forte concorrência no mercado de FIIs. No entanto, ele acredita que, com a melhora do cenário econômico e a maior demanda por escritórios, esse tipo de ativo tende a se destacar e atrair mais investidores.
Para os investidores que desejam apostar nas lajes corporativas, Didziakas dá algumas dicas. A primeira delas é escolher bem o fundo imobiliário, analisando sua carteira de ativos e sua gestão. Além disso, é importante ficar atento às tendências do mercado e às perspectivas de crescimento da economia. Por fim, ele destaca a importância de diversificar a carteira de investimentos, incluindo diferentes tipos de ativos imobiliários.
Em resumo, a recuperação das lajes corporativas em São Paulo é um sinal positivo para o mercado imobiliário e para os





