As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no Ensino Superior português, representando mais da metade dos inscritos em diversas áreas de estudo. No entanto, ainda existem tradições de gênero que persistem nas escolhas dos cursos, com os homens dominando áreas como Engenharia Mecânica e Informática, enquanto as mulheres se destacam em cursos de Educação.
De acordo com dados do Ministério da Educação, no ano de 2019, as mulheres representaram 56% dos inscritos no Ensino Superior em Portugal. Esse número vem crescendo ao longo dos anos, mostrando que as mulheres estão cada vez mais interessadas em buscar conhecimento e qualificação profissional.
No entanto, quando analisamos os cursos escolhidos por homens e mulheres, ainda podemos observar uma grande diferença. Enquanto os homens são maioria em áreas como Engenharia Mecânica, Informática e Ciências Exatas, as mulheres dominam cursos de Educação, como Pedagogia e Licenciaturas.
Essa diferença pode ser explicada por questões culturais e sociais que ainda influenciam as escolhas dos jovens. Desde cedo, meninos e meninas são incentivados a seguir caminhos diferentes, com os meninos sendo estimulados a seguir carreiras ligadas à tecnologia e as meninas sendo incentivadas a trabalhar com cuidados e educação.
Além disso, ainda existe a ideia de que algumas áreas são mais “adequadas” para homens ou mulheres, o que pode influenciar na escolha dos cursos no Ensino Superior. Por exemplo, a Engenharia Mecânica é vista como uma área mais masculina, enquanto a Educação é vista como uma área mais feminina.
No entanto, é importante destacar que essas tradições de gênero estão sendo quebradas aos poucos. Cada vez mais mulheres estão ingressando em cursos de Engenharia e Ciências Exatas, mostrando que não existem áreas exclusivas para homens ou mulheres. O importante é que cada pessoa escolha o curso que mais se identifica e que tenha interesse em estudar.
Além disso, é fundamental que as instituições de ensino promovam a igualdade de gênero e incentivem a diversidade nos cursos. Isso pode ser feito através de políticas de inclusão e de ações que mostrem às mulheres que elas também podem se destacar em áreas consideradas “masculinas”.
Outro fator importante a ser destacado é a importância da representatividade. Quando as mulheres veem outras mulheres ocupando cargos de destaque em áreas consideradas “masculinas”, elas se sentem encorajadas a seguir o mesmo caminho. Por isso, é fundamental que as instituições de ensino e as empresas promovam a diversidade em seus quadros de funcionários.
É preciso também desconstruir a ideia de que algumas áreas são mais “fáceis” ou “difíceis” para homens ou mulheres. Todos são capazes de aprender e se destacar em qualquer área, desde que tenham interesse e dedicação.
É importante ressaltar que a diversidade de gênero traz benefícios para a sociedade como um todo. Quando homens e mulheres têm as mesmas oportunidades de estudo e trabalho, a sociedade se torna mais justa e igualitária. Além disso, a diversidade de ideias e perspectivas enriquece o ambiente acadêmico e profissional.
Portanto, é necessário quebrar as tradições de gênero nas escolhas dos cursos no Ensino Superior. As mulheres são mais de metade dos inscritos e devem ter as mesmas oportunidades de escolha e desenvolvimento profissional que os homens. A diversidade é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.





